
Duvido que alguém ainda recorde a francesa do abrigo no Aubrac, a que chamava pelo gato durante a noite...
Os últimos quilómetros antes de Espalion, uma vila já grandota, envolvem uma descida vertiginosa por um bosque de castanheiros, desembocando num pequeno afluente do rio Lot, à entrada da cidade.
Num pequeno cabeço, a igreja de Saint-Hilarian-Sainte-Foy de Perse é um templo románico espectacular, em granito rosa. O mais bonito que eu tinha visto até ontem... 😉
Apesar do cansaço, leve, saltitei as centenas de metros que faltavam até à cidade.
Um cruzamento e duas esquinas depois, vejo, em frente a um interessantíssimo portal conventual, uma mulher debruçada duma janela do terceiro andar, tacteando com o cabo de uma esfregona, qualquer coisa presa num espigão da parede, ao nível do andar inferior.
Apurei a vista: era uma cuequinha. Voltei a apurar a vista, era, sob uma cabeleira negra que despencava fruto da falta de sentido estético da força da gravidade, a tal francesa, que após a chuva passou a exibir o seu penteado à Cleopatra, que deixara voar algumas peças do estendal...
🤭