
Impressionante, a magia do Caminho, nestes tempos de saturação do turismo, perfeitamente justificada face à ultrapassagem, brutal, da capacidade de carga dos lugares e aos comportamentos, tão repreensiveis, de tantos visitantes.
Estava sentado na belíssima vila de Estaing...
Parêntese:
Estas vilas francesas ao longo do Caminho são quase todas lindíssimas. Mas dá vontade de parafrasear Tolstoi.
Todas as vilas bonitas se assemelham, já as feiosas, cada uma é-o à sua maneira. Anote-se 😉
Estava, pois, sentado a escrevinhar, o que sempre faço nas pausas, e uma senhora de vetusta idade, um rosto que me evocou a Duras, em L'Amant (Goncourt 1984), com um chapéu de palha, sobre o rosto levemente asiático, que completava o mix de cores, bem combinadas, da toilette, (aquele tempo em que a autoficção era emotiva e substantiva) 🙄
Vejo que que senhora atravessa o caminho, um pequeno cacho de uvas brancas, na mão, pingando água e com um corte limpo e fresco de tesoura no pé, para mas oferecer.
Que dirai-je?
Continuam as bençãos do Caminho.