Há um aspecto verdadeiramente extraordinário que distingue o Caminho em França dos Caminhos em Espanha e em Portugal.
Os monumentos, as igrejas, as capelas: estão abertos!
E imagino que em França também haja larápios. A verdade é que, grátis, sem guarda nem guia, apenas com um trinco electrico, a qualquer hora podem ser visitados.
Não tem conta o número de jóias arquitectónicas que lamentei não poder ter visitado na península.
Bravo, Via Podiensis!
Os estilos principais ainda são o românico com as inevitáveis contribuições góticas.
Agora, deixados para trás os planaltos do Aubrac, com os seus granitos e da Auvernia com os basaltos, no vale do Lot o material de eleição é o arenito rosa.
Acabo de visitar uma igreja, no meio das brumas matinais, com uma herança também Celta.
No tímpano aparecia a pesagem das almas 🥰
O peso é uma coisa que sensibiliza qualquer um que faça o Caminho com todas as coisas necessárias numa mochila 😉 importante que a alma seja bem light.
Que pensariam as gentes humildes, naqueles tempos, ao entrar nestes lugares, encontrando o São Miguel a trespassar o dragão, a grande prostituta da Babilónia, e tutti quanti como num reality show?
Não vos deixais enganar pela beatice destes parágrafos.
O caminho cobre-nos de bençãos, de lama também, às vezes.