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Escreve, escreve muito, pequenos artigos, grandes artigos, comentários, coisas pequenas, até um dia...

Depois de vários anos, seis, sete, reli A boneca de Kokoschka.
Sublime. Como é que se pode escrever tão bem, com tanto(s) sentimento(s)?
É um texto tão prístino, e tão belo. Um texto que flui para o leitor, sem esforço, de uma forma orgânica. Prenhe de beleza, grotesco e pungente ao mesmo tempo.
É verdade que a partir de um certo ponto a estória parece descambar, despistar-se: metáfora de vida as linhas rectas tornam-se insólitas cornucópias…
Faço uma nota para relê-lo dentro de uns anos. Será (duplamente) uma prova de vida.
Como o personagem diz, mesmo a chegar ao final: “Encontramo-nos no infinito, como fazem as rectas paralelas”.
Faltam-me estrelas…